30 de janeiro de 2009

30/01 DIA DA SAUDADE




A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.


Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.


Viva de maneira que sua presença
não seja notada, mas que sua ausência seja sentida.

30 de Janeiro - Dia da Saudade





E quem nunca sentiu saudades...

"No dia 30 de janeiro se comemora o Dia da Saudade. A palavra vem do latim solitate, que na tradução literal quer dizer solidão. Mas em nossa língua ela adquiriu um significado bem mais romântico, como nos mostra o Dicionário Aurélio:

Saudade: Substantivo feminino - Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.

Este sentimento sempre foi tema de músicas, poemas, filmes e não há quem já não o tenha sentido.

Temos saudades de pessoas, de momentos, de situações, de lugares. Sentimos falta de tudo o que nos faz bem. E, como dizem que relembrar é viver, a saudade nos transporta para um tempo em que fomos mais felizes, trazendo, muitas vezes, lembranças doloridas.

E para desejar a todos um Dia da Saudade cheio de boas lembranças, nos apropriamos de um poema do grande Mário Quintana:

Saudade

na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.

Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.

Que saudade...

Mário Quintana


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade


-Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio. (Shakespeare)

Outros olhares




Se podes olhar, vê.

Se podes ver, repara.

27 de janeiro de 2009


Qualquer instante perdido o é para sempre...

Quando a tempestade invade nossas vidas.






Nos ultimos dias parte do Brasil tem sofrido em virtude das chuvas torrenciais que copiosamente tem caído em alguns estados. Nesta semana, uma forte chuva acrescentada de um grande vendaval "varreu" o Rio de Janeiro. Na ocasião, a tempestade foi tão forte que sacudiu árvores, arbustos e arvoredos, proporcionando a aqueles que nas ruas estavam, pânico e medo.
No dia seguinte, após o temporal, observei que ao chão das vias públicas encontravam-se uma grande quantidade de galhos os quais estavam secos e mortos. Percebi então, que nenhum dos pedaços em questão possuíam folhas verdes, o que obviamente me fez entender que os fragmentos caídos ao chão já não tinham vida, e por isso eram inúteis as árvores. Na ocasião, refleti sobre as muitas vezes que Deus permite com que nossas vidas sejam sacudidas e golpeadas pelas circunstâncias. Em tais situações somos desafiados a entender que Deus consente com que experimentemos pressões a fim de que eliminemos coisas inúteis à vida cristã.

Caro leitor é imprescindível com que você entenda que nada acontece em nossas vidas sem a permissão de Deus. Ele é o Senhor, Ele é poderoso e nada foge aos seus olhos! Portanto, não se deixe levar pela murmuração ou pelos queixumes da vida, antes, creia num Deus soberano, entendendo que ele cuida detalhadamente de cada um de nós, fazendo-nos habitar no esconderijo do altíssimo, à sombra do Onipotente.
Portanto lembre-se: Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8:28 )

Pense nisso!

Renato Vargens

25 de janeiro de 2009

मु baby

"... Por mais que a gente se esforce, não pode agradar a todos। Alguns gostam de farofa। Outros preferem farelo... Uns querem comer maçã। Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato। Tem quem goste de chinelo... E se não fossem os gostos, Que seria do amarelo?




Os Viajantes e o Urso

Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:

_O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
_Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral da história:
A desgraça põe à prova a sincaridade e a amizade

Esopo

A Raposa e as Uvas




Uma Raposa,
morta de fome, viu ao passar, penduradas nas grades de uma viçosa videira, alguns cachos de Uvas negras e maduras. xxxx
Ela então usou de todos os seus dotes e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
xxxx
Por fim deu meia volta e foi embora, e consolando a si mesma, meio desapontada disse:
xxxx
Olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio.

Autor: Esopo

Moral da História:
Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.

22 de janeiro de 2009


Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.



Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector


“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
Clarice Lispector



    Memória

    Amar o perdido
    deixa confundido
    este coração.

    Nada pode o olvido
    contra o sem sentido
    apelo do Não.

    As coisas tangíveis
    tornam-se insensíveis
    à palma da mão

    Mas as coisas findas
    muito mais que lindas,
    essas ficarão.




"QUE SEJA PERDIDO O ÚNICO DIA EM QUE NÃO SE DANÇOU."


Se o amor pudesse de repente compreender,

toda loucura que o amor pode conter,

se pudesse num momento de razão
saber ao menos o quanto dói uma paixão,

quem sabe o amor ao descobrir a dor de amar partisse
embora pra nunca mais voltar,

mas me parece que uma prece ia nascer na voz de quem o amor mais fez sofrer,
a lhe dizer que vale mais morrer de dor
do que viver num paraiso sem amor.

21 de janeiro de 2009

Para Viver Um Grande Amor




Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor",Vinícius de Moraes

20 de janeiro de 2009

19 de janeiro de 2009




pensador.info

Definitivo


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...



15 de janeiro de 2009


" Eu não vou gostar de você porque sua cara é bonita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma música que eu gostei e botei numa fita
Eu não vou gostar de você porque você acredita
O amor é mais que isso
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser
dita..."

12 de janeiro de 2009



Do filme CLOSER


"Larry: Eu sei quem você é. Eu te amo. Eu te amo tanto que machuca"

"Alice: Por que o amor não é o bastante?"
"Alice: - Eu não te amo mais

Dan: - Desde quando?

Alice: - Desde agora... Eu poderia ter te amado pra sempre."

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"As pessoas temem o que há por dentro. Mas é o único lugar onde encontrarão respostas. "

Robin Williams - Do filme amor além da vida



Guardar

        Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
        Em cofre não se guarda coisa alguma.
        Em cofre perde-se a coisa à vista.
        Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
        admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
        Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
        ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
        isto é, estar por ela ou ser por ela.
        Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
        Do que de um pássaro sem vôos.
        Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
        por isso se declara e declama um poema:
        Para guardá-lo:
        Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
        Guarde o que quer que guarda um poema:
        Por isso o lance do poema:
        Por guardar-se o que se quer guardar.

        Antônio Cícero






"Árvores são poemas que a Terra escreve para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo nosso vazio.”

Kahlil Gibran



De manhã escureço

De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

Vinicius de Moraes

Pétala - Djavan




"...Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
O Ser amor
Invade
E fim!!!"

(Djavan)

Quando os Filhos Crescem


Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.

É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.

Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.

Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.

Agora tudo é feito com os amigos.

Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.

É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?

As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.

Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.

A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.

Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.

É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.

Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.

Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.

Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.

Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.

Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.

.......................................

A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.

A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.

No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.

Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

"A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul, se for jogada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca, se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto a recebê-la."

EINSTEIN

Versão pra garotas e Emos

Na verdade ,o amor é bastante violento.
Ás vezes é tão doloroso e devastador!
Não há nada pior. Ou melhor.
Os altos e baixos são igualmente insuportáveis.
Por outro lado, a ausência deles é ainda mais...



O caminho da essência

Todo final nada mais é que um novo começo. Finalizar definitivamente um ciclo de vida, não significa que este seja ruim. Romper com velhos padrões pode abrir espaço para o novo.

Experiências de final inevitável podem estar ligadas a situações bem agradáveis. Tais mudanças não apenas indicam o início de algo novo, mas também apontam para a morte de uma antiga forma de viver ou ser. Assim, a perda pode e deve ser pranteada, vivenciada e chorada com a dor de um luto. Os finais são tão importantes como os inícios e da mesma maneira devem ser reconhecidos e sentidos.

"O vocábulo" iniciação "guarda a idéia de" começo ", que recebeu do latim "initium", de onde deriva, formando do radical "it", que deu "iter" (caminho) e "itus" (ação de partir, de caminhar). "Iniciar" é, propriamente, pôr-se a caminho do começo.

O primeiro ato da iniciação é a "morte" do profano e o nascimento do neófito. Porque todos os finais encerram em si a possibilidade de algo novo surgir.



Me diversifico sou duas até três
Ás vezes quatro, cinco ou seis
Prefiro nem falar, sou uma por mês


Tem horas que grito bem alto ao mundo
Outras horas, apenas sei falar de amor
Sou romântica, trágica e melancólica

Num piscar de olhos, me torno menina
Séria e sem defesa, coberta de sutilezas
Então me torno dez é fatal, viro a tal

E sem que ninguém perceba sou dona do mundo
Segura e destemida, feita de sonhos e privilégios
Exponho um roteiro, contraceno... Torno-me várias

Não sou matemática, apenas me multiplico
Melhor nem me conhecer, sou bem mais complicada
Sou mil! E quem tentou descobrir não pode fugir
Ficou preso dentro de minhas fases de mulher diversificada.

11 de janeiro de 2009

Oceano - Djavan



Assim que o dia amanheceu lá no mar alto da paixão

dava pra ver o tempo ruir
cadê você? Que solidão! Esquecera de mim?

Enfim,de tudo o que há na terra não há nada em lugar nenhum
que vá crescer sem você chegar
longe de ti tudo parou
ninguém sabe o que eu sofri

Amar é um deserto e seus tremores
vida que vai na sela destas dores
não sabe voltar
me dá seu calor

Vem me fazer feliz porque eu te amo
você deságua em mim e eu oceano
e esqueço que amar é quase uma dor

Só sei viver se for por você

Vambora

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas

Ainda Lembro


Ainda lembro o que passou
Eu você em qualquer lugar
Dizendo "ande você for eu vou"

E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo o que você sempre quis
Mesmo triste eu estava feliz
E acabei acreditando em ilusões


Eu nem pensava em ter
que esquecer você
Agora vem você dizer
"amor, eu errei com você
e só assim pude entender,
que o grande mal que eu fiz
foi a mim mesmo"

Vem você dizer
"amor, eu não pude evitar"
E eu te dizendo
"Liga o som
e apaga a luz".

Nua


Olho a cidade ao redor
E nada me interessa
Eu finjo ter calma
A solidão me apressa

Tantos caminhos sem fim
De onde você não vem
Meu coração na curva
Batendo a mais de cem

Eu vou sair nessas horas de confusão
Gritando seu nome entre os carros que vêm e vão
Quem sabe então assim
Você repara em mim

Corro de te esperar
De nunca te esquecer
As estrelas me encontram
Antes de anoitecer

Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais

Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim


"... Agora sim
posso saber um pouco mais de mim
sem perceber
estou mais em mim do que em você
sei o porque..."