19 de agosto de 2012

Você é a única pessoa que você pode ser!


“Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, foi visitar um Mestre Zen.

Embora o Samurai fosse muito famoso, ao olhar o Mestre com sua beleza e encanto, sentiu-se, repentinamente, inferior.

Ele, então, perguntou ao Mestre:

- Por que estou me sentindo inferior? Há apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente, me senti inferior, e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou tão assustado agora?

O Mestre falou:

- Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre e o Samurai foi ficando impaciente.

Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o Samurai perguntou novamente:

- Agora você pode me responder por que me sinto inferior?

O Mestre levou-o para fora.

Era uma noite de lua cheia, e ela estava, justamente, surgindo no horizonte.

Ele disse:

- Olhe para estas duas árvores; a árvore alta e a árvore pequena no seu lado.

Ambas estiveram juntas, ao lado de minha janela, durante anos, e nunca houve problema algum. A árvore pequena jamais perguntou para a maior: – Por que me sinto inferior diante de você?

Disse o Mestre:

- Esta árvore é pequena e aquela é grande.

Este é um fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.

O Samurai, então, argumentou:

- Isso ocorre porque elas não podem se comparar.

E o Mestre replicou:

- Então não precisa mais me perguntar.

Você já sabe a resposta.

Quando você não compara, toda a superioridade e inferioridade desaparecem.

Você é o que é, e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma alta árvore, não importa… Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas.

O canto de um pássaro é tão importante quanto qualquer belo discurso, pois o mundo será mais pobre se esse canto se extinguir.

Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e se encaixa.

Ninguém é superior ou inferior.

Cada um é, incomparavelmente, único.”

PARÁBOLA DO VASO TRINCADO




Existia, num lindo jardim, num canto escondido entre os arbustos, um vaso trincado...
Certo dia, uma pessoa apareceu no jardim e encontrou o vaso, assim como estava, trincado. Ao vê-lo, acolheu-o com amor e cuidado, esclamando:
“ Querido vaso, eu vou precisar de ti.”
O vaso trincado, envergonhado, baixinho e sem jeito, respondeu:
“Sou um vaso trincado e não sirvo para nada.”

Aquela pessoa insistiu:
“ Assim mesmo, como és, vou precisar de ti. Eu poderia plantar uma bela flor no jardim e ela cresceria... Todos, contemplando-a, a admirariam. Vou precisar de ti! Dentro de ti plantarei uma flor e assim embelezarás outros lugares...”

O vaso estava preso em seus defeitos... Mas ele possuía tantas qualidades...
Sua tristeza o dominou e ele respondeu:
“Eu não irei embelezar! Logo verão minha rachadura... E a beleza da flor desaparecerá!”
Mas a pessoa foi insistente:
“Meu querido vaso, não precisas ter medo! Confia em mim! Abandona-te! Plantarei uma muda dentro de ti. Ela estenderá suas flores sobre teu lado trincado.”

O vaso, ainda um pouco trêmulo e envergonhado, arriscou-se a pronunciar o seu “SIM”, dizendo:
“Aceito tua proposta. Sou e estou disponível para o que queres de mim! Toma-me como sou...”
Ouvindo isso, o senhor, com todo carinho, tomou o vaso trincado em suas mãos. Colocou no seu interior terra boa... Plantou uma linda muda de flor... Esta trazia no seu interior o poder do Criador...
O vaso, percebendo que, apesar de trincado, fora escolhido para gerar em si a vida, exclamou:
“Senhor, não deixeis jamais morrer esta flor, pois, sem ela, sou um vaso sem vida e sem valor. Obrigado por valorizar-me como sou! Teu poder fez brotar em mim a maravilha da VIDA, da flor... Por favor, ajuda-me a fazer gerar sempre mais vida...

Que todos te louvem! Tu és o Senhor, o Deus Criador!”

Servindo Para Servir - Legrand



Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro do campo. O dono costumava passear por ele ao sol do meio dia. Um esbelto bambu era, para ele, a mais bela e estimada de todas as árvores plantadas do seu jardim. Este crescia e se tornava cada vez mais lindo. Ele sabia que o seu senhor o amava e que era a sua alegria.


Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se do seu amado bambu, e num sentimento de profunda veneração, este inclinou a cabeça imponente. O senhor disse: "meu querido bambu, eu preciso de ti". O bambu respondeu: "senhor, estou pronto. Faz de mim o que quiseres!" Enfim o seu dono precisava dele e ele ia servi-lo. Sentia-se feliz, parecia ter chegado a grande hora, para a qual se preparara a vida inteira.


Com uma voz grave o senhor disse: "bambu, só poderei usar-te, se te podar".
"Podar a mim, senhor? Por favor, não faça isso! Deixe a minha bela figura, não vês que é ela que atrai as pessoas e como todos me admiram"? "'Meu amado bambu, (a voz do homem mais grave ainda) não importa que te admirem ou não, se eu nao te podar, nao poderei usar-te .


Depois daquela conversa entre os dois, no jardim, tudo ficou silencioso, até o vento segurou sua respiração! Finalmente o lindo bambu inclinou-se e sussurrou:
"Senhor, se não podes me usar sem podar, então faz comigo o que queres"
O senhor aproveitou aquele momento de entrega e acrescentou:
"Devo cortar também as tuas folhas".
O sol escondeu-se atrás das nuvens. Umas borboletas afastaram-se assustadas. O bambu trêmulo, a meia voz, disse:
"Senhor corta-as".


"Ainda não basta, meu querido bambu, devo também cortar-te pelo meio, cortando também seu coração. Se não faço isso, não poderei usar-te".
Desesperado, o bambu questionou-se:
"Como poderei viver sem coração"?
"Devo tirar-te o coração, caso contrário, não te poderei usar!" Houve um profundo silêncio. Alguns soluços com lágrimas abafadas. Até que o bambu inclinou-se e disse:
"Senhor, poda, corta, divide, toma por inteiro, reparte".


E o senhor desfolhou, decepou, partiu e tirou-lhe o coração. Depois o levou para o meio de um campo ressequido, onde havia uma fonte de onde brotava água fresca. Deitou-o cuidadosamente no chão. Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte, e a outra levou até o campo. A fonte cantou boas vindas ao bambu decepado. As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo despedaçado e correram sobre o campo ressequido que por elas tanto havia suplicado.
Ali se plantou trigo, arroz, milho, feijão.


Os dias se passaram. A sementeira brotou e cresceu. Tudo ficou verde e veio o tempo da colheita.
Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu despojamento, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande bênção para toda aquela região.
Quando era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza. Foi no despojamento, aniquilamento e na entrega que se tornou o canal, pelo qual, o senhor se serviu para tornar fértil a sua terra.


Foram muitos os homens e mulheres que encontraram a vida e viveram deste tronco, de um bambu podado, cortado, decepado, partido.

"Ser útil, dar sentido à existência e contribuir para que o mundo melhore um pouco mais, implica, muitas vezes, abrir mão das vaidades e do individualismo. "

Precisamos Sempre De Alguém - Legrand



Era uma vez uma cadeira. Velha, vacilante, em péssimo estado de conservação. Sua pintura estava toda enrugada, gasta, a cor desbotada. Verdadeiramente um desastre! Não podia mais sustentar o próprio peso, que aumentava de ano para ano. Arranhões, sujeira, manchas, pés frágeis, pedaços quebrados. Não chegava mesmo a se lembrar de sua beleza primitiva. Uma camada de pintura, após outra, era toda a sua vida passada. Parecia tão mal que alguns sugeriram até cobri-la para não ferir a visão dos outros.


Vez por outra, uma nova retocada na pintura, melhorava. Depois, novamente, rachava e descascava de alto a baixo, tornando-a pior que antes. Era preto em cima de vermelho, azul, verde, branco, amarelo camada sobre camada. Pobre cadeira! Como se lembrar de como era, sob tantas camadas sucessivas de pintura?


Um belo dia, entretanto, ela se viu entre as mãos de um marceneiro. Não sabia mesmo como havia chegado lá. Havia sido triste ter chegado ali na pressa, aos empurrões e sacudidas no fundo de um caminhão. Mas, enfim, já que estava ali. Não queira, porém, prestar atenção em nada. Afinal, já havia passado por tantos lugares mais ou menos idênticos.
O marceneiro tomou a cadeira e lavou-a cuidadosamente. Havia algo no seu jeito que intrigou a cadeira. Aí, deixou passar e se resignou ao perceber uma nova camada de pintura. E como doía! A cura, entretanto, estava nestas mãos que a machucavam.

Pacientemente, o marceneiro ia de camada em camada, cantarolando para ela: "Cadeira, o marceneiro te conhece, tua real beleza, ele a conhece, ele sabe que tu não és irreparável, senão pela graça de teu cuidado amável". O canto acalmou um pouco a cadeira. Ela não sabia, porém, o que pensar. O que estava acontecendo? Por que parecia mais pesada? "Eu não agüento mais", pensava ela, "parem com isso, cubram-me, deixem-me só". Dia após dia, contudo, o marceneiro
perseverava.


Oh! Sim, por vezes dava alguns dias de repouso à cadeira. Que alívio sentia, ainda que estivesse terrivelmente consciente de que faltava muito em seu caminho.
Dolorosamente, o marceneiro foi atravessando, pouco a pouco, o preto, o vermelho, o azul, o verde, o branco. A cadeira percebeu, então, uma mudança no modo de agir dele. Sempre cheio de cuidados, tornou-se mais cuidadoso ainda para evitar qualquer ferimento.

Na última camada, o amarelo, quando este começou a sair, a cadeira, num primeiro respiro vital, teve uma idéia do que se encontrava debaixo. Não tinha mais pintura, mas madeira. Madeira maravilhosa. Começou, assim, a compreender a ação do marceneiro e porque seu tratamento havia mudado na derradeira camada: para não atingir a bela madeira que se revelava agora.

A cadeira estava apressada no desejo de se ver melhor. Pouco apouco, a madeira apareceu plenamente. Que sensação de prazer e glória! Que revelação! Ela cantava e dançava alegremente. Com esse sentimento, abandonou o marceneiro para viver livre da pintura, livre para ser ela mesma. Enfim, não tinha mesmo necessidade dele! A vida parecia como uma realidade nova, excitante, pela primeira vez depois de muito tempo.

Aos poucos, entretanto, os sinais de glória se dissiparam. Às vezes, passava pelo marceneiro e via que outras cadeiras, mesas, móveis se reconstituíam por suas mãos para reencontrar seu esplendor natural. Pareciam, mesmo, refletir a beleza do próprio marceneiro. Era estranho constatar que não havia percebido, antes, como sua madeira era rústica e sem brilho.
Humildemente, voltou ao marceneiro e passou muito tempo com ele. Em lugar de ocupar-se com milhares de coisas, permanecia ao seu lado. Num certo dia, ele lhe disse: "Penso que você está preparada". Tomou-a, novamente, e a esfregou com uma lixa (e como machucava!). Só agora, porém, sabia que o marceneiro era conhecedor do seu trabalho. Ele esfrega, pega outra lixa, mais fina ainda. E como foi bom desta vez! Jamais sentiu massagem tão agradável!
Em seguida, ungiu-a com uma estranha substância que realçou a cor da madeira e sua beleza, acrescentando-lhe um toque delicado, doce, acetinado. Ela jamais se imaginou tão bela! Por orgulho, a cadeira chamou alguém que passava para sentar-se, mas quase se quebrou toda, esquecida da fragilidade de suas pernas. Amedrontada, correu para o marceneiro que a fez esperar um momento, para fazê-la tomar consciência de sua própria fraqueza. Depois, colou-a com solidez, comunicando-lhe um pouco de sua força.


Alguns dias, mais tarde, olhando-se, a cadeira percebeu alguns riscos, um pouco de poeira aqui, um ponto manchado ali. Foi tomada pelo pânico; um velho medo vindo à superfície, com a idéia de ser recoberta de pintura. Desesperada, agitou-se. Depois, parando, olhando longamente o marceneiro, veio-lhe a luz definitiva. Tinha necessidade dele não somente uma vez, mas para sempre. Havia sido restaurada e era através dele que poderia continuar a crescer em beleza. Precisava ser desempoeirada por ele, limpa, lixada, para guardar sua solidez. Sim, já não era possível pensar em levar uma vida independente, mas também não precisava mais temer as camadas de pintura.


"O ser humano é o único ser que busca independência e, ironicamente, ao mesmo tempo, precisa do apoio, do afeto e do carinho de alguém que lhe cuide bem. "

12 de agosto de 2012

Confie no SENHOR!


Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas. (2 Pe 1.4.) O navio é construído para ficar sobre as armações? Absoluta-mente! Ele é feito para navegar, e preparado para as tempestades. Quem o construiu preparou-o tendo em mente os temporais e furacões; e se não, foi um construtor muito falho.

Quando Deus fez de nós crentes em Cristo, Ele tinha em mente provar-nos; e quando nos deu promessas e mandou que confiássemos nelas, deu-nos promessas que podiam agüentar tempestades e embates. Você acha que Deus fabrica imitações, como aqueles fabricantes de salva-vidas, que fizeram alguns, que faziam bela vista na vitrina, mas sem
utilidade alguma na água? Já ouvimos falar de espadas que não tinham utilidade na guerra; e até mesmo de sapatos que foram feitos para se comprar mas nunca para se calçar.

Os sapatos que Deus faz são de ferro e de bronze, e podemos percorrer com eles todo o caminho para o céu, sem que se gastem; e com os salva-vidas que Ele faz, podemos atravessar mil Atlânticos sem perigo de afundar. Suas promessas foram feitas para serem experimentadas e provadas. Nada desagrada tanto a Cristo como Seu povo fazer alarde dEle, mas nunca se utilizar de Seu poder. Ele Se deleita em que nos sirvamos dEle. As bênçãos da aliança que Deus fez conosco não estão ali só para serem admiradas, mas para serem utilizadas por nós.

Mesmo o Senhor Jesus nos é dado para nosso uso. Não estamos nos apropriando de Cristo como devíamos. Ó leitor, eu lhe rogo, não trate as promessas de Deus como se fossem curiosidades para um museu, use-as como fontes de conforto diário.

Confie no Senhor toda vez que lhe sobrevier uma dificuldade. — C. H. Spurgeon Como poderá Deus negar uma bênção que Ele mesmo prometeu?

Deixa Ficar - Nana Caymmi



Deixa Ficar
Esse meu pensamento essa dor
Que amanha talvez eu já não esteja assim
Deixa ficar isto passa com o tempo e então
Possa de novo ter a vontade de ser feliz

E posso ate querer chorar e te ver sem rancor
Sema magoas no meu coração
So abrir o meu peito e dizer novamente

Deixa Ficar
Esse meu pensamento essa dor
Que amanha talvez eu já não esteja assim
Deixa ficar isto passa com o tempo e então
Possa de novo ter a vontade de ser feliz

E posso ate querer chorar e te ver sem rancor
Sema magoas no meu coração
So abrir o meu peito e dizer novamente...


" Não quero ir por atalhos Senhor, quero seguir o caminho que preparastes para mim... "