5 de novembro de 2009

Aprendendo a Valorizar





Pequenos gestos podem revelar grandes questões



Vivemos em uma sociedade que está se tornando cada vez mais 'antropófaga', não no sentido de antropofagia literária e cultural da Semana de Arte Moderna de 1922. O ponto aqui, são pessoas devorando-se mesmo, atropelando-se, sufocando-se mutuamente nos negócios, nas amizades, nas famílias e até nas igrejas. A competição e o ciúme selvagem têm drenado toda energia e a transformado em ácido que corrói os relacionamentos.


Se alguém recebe mais atenção, se torna alvo de inveja. E por outro lado, o invejado se sente superior, esquecendo-se de que a vida é como uma gangorra - quem sobe desce, e quem desce, sobe e as situações de inveja também se invertem.


E são esses os sentimentos nobres que habitam em nossos corações a maior parte do tempo. Mentira??? Verdade!!!


Não é agradável fazer esse 'Raio X', mas é necessário que tenhamos a conscientização, a percepção de nosso conteúdo para que possamos entender o motivo de Jesus ter vindo morrer na cruz por nós.


2 Coríntios 5.21 diz:


'Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus'.


Ou seja, enquanto acharmos que somos íntegros, puros, não vamos correr para a fonte do perdão: Jesus. Somente quando nos deparamos com a verdade sobre nós mesmos é que partimos em busca de uma solução. E essa solução já foi providenciada por Deus quando enviou seu próprio filho para nos substituir na cruz. Deus aceitou o sangue ali derramado. Resta-nos, então, estender as mãos e agarrar essa solução. Receber o que ele fez por nós, ser gratos e procurar viver de forma que o agrade. Esta, em resumo, é a doutrina da salvação.


Porém, não vivemos de forma contemplativa ocupando nossa mente só com esse assunto, apesar dele ser fascinante. A vida é prática, ativa. Como aplicar esse contexto no dia-a-dia? A salvação nos mostra que Deus nos ama, e nós devemos, também, demonstrar aos outros nossa apreciação por eles. Essa pode ser uma forma de 'praticar' esse princípio. E ao agirmos assim, estaremos incentivando as pessoas a adquirirem uma auto-estima saudável.


E aí, tocamos em um ponto polêmico. Há quem diga que não devemos incentivar essa área, porque já somos por natureza autocentrados e egoístas. Então, como ficamos?


A Bíblia, novamente, nos mostra o que fazer:


'Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um'.


Romanos 12.3


Moderação é a palavra chave, pois elimina as polarizações que formam os famosos complexos de inferioridade, ou superioridade. Ou seja: somos sim, miseráveis pecadores, mas Jesus veio do céu para nos salvar. Então, ao mesmo tempo em que reconhecemos nossa falha, entendemos que é exatamente ela que nos qualifica para a graça de Deus. E Ele veio porque nos amou como somos, como estamos, cheios de sentimentos desconexos e contradições.


Pode haver maior valorização do que essa? Somos especiais para Deus e quando vislumbramos seu amor temos de nos render à essa evidência.


Então, se Deus nos valorizou a esse ponto, nós também devemos valorizar os que estão ao nosso redor, sem medo de 'estragá-los'. E como podemos fazer isso? De forma bem prática e pragmática. Podemos olhar com o intuito de enxergar. Todos têm pontos positivos e negativos. Os negativos servem para que não nos vangloriemos, e os positivos para que elogiemos. Nossa tendência é reparar mais os negativos do que os positivos. Às vezes, é pela própria tendência da inveja, às vezes é por hábito, como quando fazemos uma revisão para corrigir os erros de português em um texto. Seja qual for o motivo, devemos pedir que Deus nos ajude a ver os pontos positivos e a verbalizá-los. Pessoas incentivadoras são cada vez mais raras, nesta época de egoísmo exacerbado.


Podemos nos treinar em detectar os pontos positivos e elogiá-los. Dessa forma, o ambiente em que estivermos inseridos poderá ficar mais agradável, pois pessoas incentivadas produzem mais e com isso se tornam mais realizadas e felizes.


Que possamos nos treinar a valorizar os que nos rodeiam, sejam familiares, colegas, amigos ou irmãos, pois...


'... como é boa a palavra certa, na hora certa!'


Provérbios 15.23



Iara Vasconcellos é tradutora e editora da Revista Lar Cristão. Casada com João Marcos Vasconcellos atuam na área de ensino da Igr. Bat. do Morumbi /S.Paulo.

4 comentários:

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

A fé que nos inspira e nos dá força para sonhar e construir um novo modelo de sociedade, é como o ar que respiramos.
Sem ela tudo perde o sentido, e a vida perde o encanto de ser vida.
Linda sesmana para ti.

HD disse...

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Vera Y. Silva disse...

nunca perceberei essa necessidade de invocar Deus e a Bíblia para dar sentido à vida

é uma ilusão - como afogar as mágoas no álcool ou tentar esquecê-las vendo telenovelas

DIAS MELHORES PRA SEMPRE! disse...

Cada um tem suas crenças,eu NECESSITAREI SEMPRE DE DEUS E DA BÍBLIA COMO MANUAL DE VIDA!

SINTO NECESSIDADE DELE, DO SEU CUIDADO, PROTEÇÃO ORIENTAÇÃO, SEMPREEEEEEEEE.
pARA MIM DEUS NÃO É ILUSÃO.

CADA UM PENSA COMO QUER!
BOA SEMANA PARA TI.