5 de novembro de 2009

Doença psicosomática têm fundo emocional






Doença psicosomática têm fundo emocional

A baixa-auto estima tem conseqüências nefastas nas áreas física, emocional e espiritual



Existem alguns pacientes adultos que entram nos consultórios e permanecem o tempo todo de cabeça baixa, falando com um fio de voz e, dificilmente encaram o médico. Existem outros, na maioria mulheres, que não falam o que estão sentindo, pois são sufocadas e dominadas pelo cônjuge, ou acompanhante, o qual informa os sintomas apresentados, os exames realizados e a medicação atual. Nesses casos, quando nos dirigimos ao paciente e pedimos que ele mesmo informe suas queixas, até o fazem, mas constantemente olham para o acompanhante, como que esperando aprovação por suas palavras.


Há também jovens que ao entrar pela porta, já vão se curvando, parecendo tão abatidos como se tivessem um século de vida. Ao serem perguntados sobre seus objetivos, informam:


- Não sei, doutor. Não consigo fazer nada. Tudo que me proponho a fazer dá errado!


Seus semblantes são tristes e andam cabisbaixos. Seus olhos não têm vida. São curvados como caracóis querendo se esconder dentro da casca.


Pessoas assim são acometidas, primeiramente, por uma doença emocional chamada Baixa Auto-Estima, que é de onde procedem os problemas físicos. Algumas, naturalmente, pela baixa estima passam a ter suas vidas dirigidas por outras.


A idade não conta. São adultos e crianças que crêem não ter valor. Seus sintomas estão sempre ligados ao emocional. Mesmo quando são queixas físicas, os exames complementares nada mostram. Os mais comuns são: dores migratórias pelo corpo, desânimo intenso, problemas digestivos e intestinais, depressão, problemas de pele e respiratórios, problemas de sono, pensamentos suicidas, sentimentos internos de revolta.


Em geral, essas pessoas cresceram sem saber o que é um elogio. Sem ouvir um 'eu amo você'. Viveram sempre debaixo de críticas ferinas, sendo depreciadas pelos que as cercam. Meninas com essas características costumam se entregar ao primeiro 'namorado' que as elogia e quando adultas dificilmente são felizes em seus casamentos.


Essa doença ataca homens e mulheres, não importa a idade. Outra clássica característica é que ao encontrar um revés na vida, se abatem facilmente e surgem logo com a frase chavão: 'Estava bom demais pra ser verdade' ou 'eu sabia... nada do que eu faço dá certo, mesmo!'. Eles não acreditam que uma pessoa possa ser feliz independentemente de recursos materiais, beleza física e talentos mais destacados.


Um problema que ocorre paralelamente e que impulsiona para baixo a auto-estima é o da auto-aceitação. As pessoas que não aceitam a maneira como Deus as fez, seja sua parte física, dons e talentos ou o lar em que nasceram, irão, com certeza, ter uma baixa estima no futuro. Isso pode levá-las a um conflito com o Deus Criador e a outras conseqüências nefastas na vida espiritual. Se não amam a si mesmas, como poderão amar os outros? (Pois o referencial é amar ao próximo como a nós mesmos). Como entender que Deus as ama, se não aceitam a maneira que Ele as criou? Como confiar em Deus, 'se Ele errou' ao me fazer dessa forma?


Todo esse histórico leva as pessoas a não perceber que são especiais, que não foram criadas por acaso, que suas vidas foram compradas por preço de sangue divino.


Em geral, adquire-se problemas de auto-aceitação quando se é proveniente de uma família onde só reinam críticas, os elogios são escassos e as cobranças intensas. É praticamente inevitável que essa pessoa, ao atingir as fase da adolescência e adulta, apresente uma auto-estima baixa.


Mas, há uma boa notícia: a baixa auto-estima pode ser tratada e deve passar, necessariamente, por alguns processos em que cada pessoa precisa entender que foi Deus quem a criou e que ela é muito especial para Ele.


'A primeira receita', então, é ler os dois trechos bíblicos abaixo e lembrar do imenso amor que Deus tem por nós.


Depois, olhe para a listinha do final do artigo e orando, procure dar os passos ali detalhados. A vida é preciosa, não deixe que a baixa auto-estima a roube de você!


'Por que estás abatida ó minha alma e por que te perturbas dentro em mim. Espera em Deus,


pois ainda o louvarei.'


Salmo 42.11


'Tu me cercas por trás e por diante, e sobre mim pões a tua mão. ...


Pois tu formaste o meu interior,


tu me teceste no seio de minha mãe.


Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso


me formaste...'


Salmo 139. 5 e 13,14


Você...


t ... é tão especial que Jesus morreu em seu lugar.


t ... não está solto(a), sem rumo, mas Deus tem um propósito específico para a sua vida.


t ... precisa aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal.


t ... precisa buscar tratamento para alguma área de auto-aceitação que a incomode (defeito físico etc.).


t ... precisa fazer um tratamento com um psicólogo ou psiquiatra cristão.


t ... deve aceitar o fato que, possivelmente, precisará tomar alguns medicamentos durante o tempo de tratamento.


Nem todos precisarão tomar todos os passos. Alguns poderão não precisar de apoio psicológico, outros, sim. Uns levarão mais tempo, outros menos. Cada caso é um caso. Portanto, não deixe de dar os passos necessários, caminhar e orar. O Pai vai ao nosso lado! Quer maior incentivo?



Dr. Luiz Antonio Caseira É médico fisiatra, tendo sido professor do curso de Medicina da Universidade do RJ. É vice-diretor de 'Vencedores por Cristo', casado com Ângela e pai de dois filhos.

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